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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Nada, nada convencional

Essa semana não vamos falar de documentos textuais, e sim de documentos que são de arquivo mas são imagéticos e audiovisuais, faremos a análise diplomática deles, são eles, a foto da Igreja de São Sebastião em Planaltina e um vídeo  testemunho da missão Cruls. 
Vamos ao que interessa...

Análise da fotografia da Igreja de São Sebastião - Planaltina - DF

http://www.abaco-arquitetura.com.br/pt-br/content/tombamento-do-centro-historico-de-planaltina

Classificação: Não contém 
Denominação: Foto de igreja anterior a construção de Brasília
Definição: Foto de construções tombadas 
Gênero: Imagético
Suporte: Documento eletrônico 
Formato: Digital
Forma: Original
Produtor/Titular: Ábaco arquitetura e design ambiental
Emissor: Ábaco arquitetura e design ambiental
Data tópica: Brasilia
Data de emissão: a partir de 2010
Função administrativa: Fotografia produzida para motivar pedido de tombamento histórico
Função arquivística: Registrar publicação no site 
Contexto institucional/trâmite: Informar sobre relatório técnico que foi enviado ao IPHAN para motivar o pedido de tombamento do centro histórico de Planaltina feito pela associação dos amigos do centro histórico em nome da comunidade. 
Ordenação da série: Ondem cronológica de publicações 
Vigência administrativa: Permanente 
Condições de acesso: Público

ELEMENTOS EXTERNOS
Conteúdo externo: Imagético
Linguagem: Informativa
Sinais especiais: Não contém 
Selo: Não contém 
Anotações: Endereço da foto aqui

ELEMENTOS INTERNOS
Protocolo: Não contém 
Conteúdo interno: Imagem da fotografia 
Escatocolo: Não contém 


Análise do vídeo: Testemunho sobre a missão Cruls


Classificação: Não contém 
Denominação: Vídeo sobre missão Cruls
Definição: Gravação em vídeo de testemunho sobre a missão Cruls
Gênero: Audiovisual
Suporte: Documento eletrônico 
Formato: Digital
Forma: Original
Produtor/Titular: Jean Carvalho
Emissor: YouTube - Jean Carvalho
Data tópica: Goiás
Data de emissão: a partir de 2007
Função administrativa: Vídeo produzido para divulgar memória oral da missão 
Função arquivística: Registrar a memória oral 
Contexto institucional/trâmite: Registrar a memoria oral do neto de um dos participantes da missão Cruls, o comportamento dos estrangeiros na época da expedição 
Ordenação da série: Ondem cronológica de publicações 
Vigência administrativa: Permanente 
Condições de acesso: Público

ELEMENTOS EXTERNOS
Conteúdo externo: Audiovisual 
Linguagem: Informativa - Preservação de memória 
Sinais especiais: Não contém 
Selo: Não contém 
Anotações: Informações do produtor nos perfis do YouTube

ELEMENTOS INTERNOS
Protocolo: Não contém 
Conteúdo interno: Vídeo de homem de idade contando um fato sobre a missão Cruls
Escatocolo: Não contém 

Então por enquanto é isso pessoal, espero que tenham gostado, essa atividade foi feita com base na monografia de graduação da Laila Di Pietro  e da Nathália Carvalho
DI PIETRO, Laila. CARVALHO, Nathália. Organização de Documentos audiovisuais e imagéticos: ma abordagem em diplomática e tipologia documental. Monografia de graduação em Biblioteconomia. UnB. 2010.


Ent

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ilusão de verdade

  Bom, para inicio de conversa vou falar sobre veracidade, e relacionar este conceito com o tema do blog e da imagem escolhida, o título é Verdade ou ilusão?.
Veracidade ou ilusão? (cc) Natália Saraiva 
O conceito da imagem é VERACIDADE, entretanto é um argumento que pode ser trabalhado de várias maneiras, a foto em si pode ser verdadeira, mas o ângulo e a distância em que foi tirada faz parecer que tem algo errado , só um jogo de proporções.
O blog e a oficina vão tratar de documentos que visualmente podem não parecer "verdadeiros" ou seja sua veracidade está escondida primeiro em seu contexto e segundo, é necessários identificar alguns critérios para mostrar a veracidade desses documentos. Da mesma maneira que a autora da fotografia justificou e explicou o conceito da foto, é necessário fazer com o documento pois, se trata de uma documentação antiga (1920) e não tinham tantos sinais de validação como os documentos que temos hoje, o que dificulta em parte o trabalho de mostrar essa veracidade do documento.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Duvidas no varal


Ola, descendentes de goianos (ou não).



Essa é uma foto interessante pelo menos para mim que tirei para registrar (provar) algo e serviu para exemplificar outra situação, sendo que o motivo que levou a ser tirada essa foto tem haver com arquivo, bem vamos explicar essa situação e conceitua-la.


Duvidas no varal (cc) Luiz Carlos

O dia era um domingo em que o Goiás iria jogar contra o Internacional de Porto Alegre pelo campeonato brasileiro de 2013 em que esmeraldino ganhou de 3x1 diga-se de passagem e essa foto mostra os arredores do estádio e temos um varal com camisas estendidas para venda.

O conceito que atribuo a essa foto é o contexto, por dois motivos, primeiramente, enquanto eu escolhia qual foto para esse post achei essa foto e preguntei a uma amiga minha o que ela achava dessa foto e ela me perguntou: "Isso são camisas secando no varal?". Logo vi que essa foto sem um contexto leva a várias interpretações, mesmo por que ela falou que não tinha um conhecimento grande sobre a cultura do futebol.

O segundo motivo vai de encontro com as camisas, pois pelo contexto da foto eu afirmo a vocês que essas camisas não são originais, pois é normal a venda de camisas falsificadas na portar de estádios aqui no Brasil. O que remete a outro conceito que é a veracidade.

Mas o motivo de eu ter tirado essa foto foi pelo comentário de um colega que estava ao meu lado que relatou que os documentos do estádio Serra Dourada estavam ali, expostos, sem uma condicionamento adequado, o que é a finalidade do documento de aquivo, a prova. Se caso você não viu, são aquelas caixas na parte superior da foto.

Conceito: Contexto
Autor: TORRES L C.
Título: Duvidas no varal
Data da imagem: 17/11/2013
Cidade: Goiânia - Goiás
País: Brasil





sexta-feira, 22 de maio de 2015

A resposta à polêmica

Fomos desafiados a classificar um documento Nota fiscal de acordo com sua função administrativa a locação e contratação de si mesma para locação de espaço para um evento. Dessa maneira e sem muito tempo para discussão escolhemos com base na tabela de classificação do CONARQ


049.3  USO DE DEPENDÊNCIAS 
  Inclui-se documentos referentes à utilização de auditório e demais dependências do imóvel, pelo órgão ou por terceiros.

JUSTIFICATIVA:
Com a falha do prestador do serviço e a necessidade de execução de uma atividade dentro da norma, ela gerou para só mesmo a nota fiscal como comprovante de uso da tal dependência, e assim esse código diz isso.

Será que guardo?

Tenho um documento que fala sobre a venda pública de um terreno em 1920, na região que hoje é Planaltina - DF, entretanto não sei se ele tem características suficiente para compor um acervo permanente, então vou analizá-lo por dois ângulos o histórico e o arquivístico.
O documento está neste post Clique aqui.
Começarei pelo arquivístico:
Bom, para um documento compor um arquivo permanente em algumas características que devem ser observadas como por exemplo qual é o fundo do documento que nesse caso é o Cartório da Comarca de Formosa, no qual toda a documentação referente aos terrenos eram registrados e arquivados. Hoje essa documentação compõe um fundo fechado pois com a mudança da capital para o Planalto Central criou-se novas regiões e a do Mestre D'armas passou a ser gerido pela capital e não mais por Formosa.
Quando enceramos um fundo ele fica tal como era, sem tirar nem pôr, logo essa documentação é permanente.
Agora, com o olhar histórico para esse documento é possível verificar e demonstrar como era o trâmite de vendas de terrenos, em períodos mais antigos, além de mostrar como era a relação entre pessoas, como essas pessoas se relacionavam.
Podemos Também fazer a análise da forma como o documento foi escrito, não era qualquer um que poderia ser o escrivão, e para aquele documento tinha uma forma de escrita cursiva bem diferente, mais caprichada, e mesmo analisando documentos que se referem a mesmas coisas a fonte, o modelo de escrita é muito similar.
A forma de validar o documento também era bem mais simples do que as que vemos hoje, dessa maneira o documento deve sim, ser conservado em um arquivo permanente devido seu contexto e suas características, além de mostrar (se fosse o caso) quem são os donos das terras e seus descendentes.

Diplomática a la Diranti

Ola a todos!

Neste post, vamos mostra como é a visão diplomática de um dos nossos documentos que vamos apresentar em nossa oficina de diplomática e tipologia documental. E nessa análise diplomática utilizaremos como texto base o capítulo 5 do texto: Diplomática, usos novos para uma atinga ciência, da autora Luciana Duranti.

Onde ela detalha minuciosamente elementos característicos dos documento de arquivo, fazendo uma análise de documentos da era medieval revelando suas marcas e características da época e assim traz essa leitura ao documentos atuais. Ela divide os elementos que o documento carrega em dois grande grupos: Internos e externos (intrínsecos e extrínsecos).

O nosso documento que será analisado sera uma escritura de compra pública, referente a uma fazenda na cidade de Planaltina-GO, mas que hoje essa antiga fazenda é território do Distrito Federal, vamos mostrar com detalhes o estudo diplomático desse documento.




ARPDF/ Documentos Goyaz_Cartório de Planaltina_Escritura Publica de Compra



Elementos Externos

Suporte

Material: Papel
Formato: Papel  A4
Preparação para recebimento de mensagem: 

Escritura

Disposição, paginação e formato: Texto sem parágrafos que toma toda página até 
Tipo(s) de escrita: Escrita formal
Diferentes mãos, maquinas ou tintas: Documento feito a uma só mão
Divisão em parágrafos: Não divisão em parágrafos
Pontuação: Formal
Abreviaturas e iniciais: N° (numero), Pg. (pago)
Borrado ou correções: Não há borrados ou correções
Software de computador: Não há software
Fórmulas: 

Linguagem

Vocabulário: Formal da linguá portuguesa
Composição: 
Estilo:

Signos Especiais

Signos dos escritos e os signatários: Assinatura do representante do cartório
Signos de chancelarias e escritórios: Não há

Selo

Material: Não há
Forma e tamanho: Não há
Tipografia: Não há
Legenda e inscrição: Não há
Método de fixação: Não há

Anotações em

Fase de execução

Autenticação: Não há
Registro: Conhecimento n° 119

Fase de gestão

Signos junto ao texto anterior:
O posterior ao das ações:
Data da audiência ou leitura: 13 de agosto de 1920
Notas de transmissão:
Disposição: 
Assunto:
"Urgente": Não há
"Continua": Não há

Fase de administração

Numero de registro: N° 119
Numero de classificação: Não há classificação neste documento
Referências cruzadas:
Data e escritório de recepção: 13 de agosto de 1920, Fórum de planaltina
Identificadores arquivísticos: 



Elementos Internos

protocolo: De "Escriptura pública" até "na forma de lei abaixo"

Intitulado: Escriptura Pública de compra
Título: Não há
Data: Não há
Invocação: Sebastião Gomes Rabello e sua mulher Olympia como compradores
Super inscrição: Não há
Saudação: Não há
Assunto: Venda de terras
Formula Perpetuitatis: 
Apreciação:

Texto: De "Escriptura pública de compra..." até "12 de agosto de 1920"

Preâmbulo: "Saibam quantas..." até "...da lei abaixo"
Notificação: 
Exposição: "Saibam quantas..." até "cartório e dar fé"
Disposição: De uma escritura pública de compra
Clausulas Finais:

Escatocolo: De "Conhecimento..." até "assinatura"

Corroboração:
Data: 13 de agosto de 1920
Apreciação:
Saudação:
Clausulas complementares: 
Atestação:
Certificação da empresa: "Pago 1200 reis sello estado"
Notas de secretária: